Nesta quarta-feira, dia 16/07, comecei minha viagem para trabalhar em um projeto nas Filipinas com uma ONG chamada ABV (Australian Business Volunteers) em parceria com a IBM Brasil, na cidade de Davao que se localiza no sul do país. O Sudeste Asiático é conhecido pela sua cultura certas vezes exóticas, pelos seus costumes singulares, pela beleza das praias e, principalmente, pela cordialidade e receptividade das pessoas que moram aqui.
Esta não é a primeira vez que venho para o Sudeste Asiático e, portanto, já tinha alguma idéia do que esperar. O meu itinerário de viagem era bastante longo e somava 32 horas apenas dentro do avião; acrescentando mais as paradas, e olha que foram longas, sairia na quarta-feira e chegaria no sábado. Antes de embarcar meus amigos me fizeram uma surpresa e desejaram boa sorte em minha viajem e que o projeto fosse realmente um sucesso.
Saindo de São Paulo, a primeira parada ocorreu sem nenhuma novidade, apenas estranhei a facilidade com que entrei nos Estados Unidos. Mais 5 ou 6 horas e estava desembarcando em Los Angeles na qual cheguei por volta das 11:00 da manhã do horário local. Meu próximo vôo para Manila só sairia 10 horas depois. Fiquei rodando no aeroporto buscando alguma coisa para fazer, liguei meu notebook para acessar a rede mas achei muito caro e, após esgotar as possibilidades do aeroporto, aluguei um carro e rumei para a praia, em Santa Mônica. Praia, céu azul, uma boa refeição, tudo conspirava ao meu favor pois este, sem dúvida, foi um dos lugares mais bonitos que já fui nos Estados Unidos.
Voltando ao aeroporto para enfrentar mais algumas horas de vôo encontro com um participante do projeto. Creio que a ficha dele só caiu quando me viu pois a primeira coisa que me disse após nos cumprimentarmos foi “onde foi que nos metemos”. Ficamos conversando por horas, sobre o projeto, nossas expectativas e ficamos divagando sobre como seria as Filipinas. Novamente, tudo conspirou ao meu favor pois meu vôo de 16 horas havia sido reduzido para 14 porque uma das paradas tinha sido cancelada.

Chegada ao aeroporto de Manila, Filipinas.
Chegar no Sudeste Asiático é realmente uma experiência. O clima quente e úmido ao sair do avião, logo, me trouxe à memórias as recordações de quando estive aqui em 2002. Foi bastante nostálgico. O aeroporto de Manila que desembarquei não deixava nada a desejar aos melhores aeroportos do mundo. Inclusive, até a Internet era gratuita e, como tinha uma espera bastante longa para o próximo vôo, consegui me conectar e falar com todo mundo. VoIP é o futuro! E falando em futuro, foi muito engraçado constatar que eu estava falando com as pessoas no dia seguinte, pois enquanto todos se preparavam para deixar o escritório na sexta a noite, eu já tinha comido o café da manhã do sábado.
Um pouco antes de embarcar, estava rodando a procura de um centro turístico ou algo parecido para conseguir obter informações para meu projeto que é o desenvolvimento do turismo em Davao. Caminhando pelo lobby do aeroporto, ouço um cacarejar que se repete enquanto procurava pela cabine de informações. Quando me dou conta, estou com uma dezena de galos de rinha do meu lado prontos para embarcar para Davao. Nas Filipinas, algumas cidades permitem a briga de galos que são muitas vezes, extremamente violentas.
Isso foi o que nos contou Vaya que trabalha para a ABV e que foi nos buscar no aeroporto. A primeira impressão de Davao é que não possuem uma estrutura turística muito desenvolvida mas contam com uma grande vantagem, além da língua oficial que é o Filipino, todos falam fluentemente o inglês. Alias, a impressão que tive é de uma região bastante pobre pois durante todo o percurso do aeroporto até o alojamento, haviam casas de madeira e outros materiais espalhados por toda a extensão.

A primeira impressão de Davao
Nosso alojamento é muito confortável e conta com alguns luxos como cozinha própria e ar condicionado. O que em um calor superior a 35 graus Celsius no “inverno” é justificado. No fim do dia, sete pessoas dogrupo já haviam chegado e se acomodado nos alojamentos. O projeto conta com pessoas de Singapura, Estados Unidos, Canadá, Índia, China e Brasil e, pela conversa que tivemos no jantar, todos estão extremamente entusiasmados em colocar a mão na massa.
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